estrutura #09 – o clímax e a resolução

E o momento que todos esperavam chegou: o clímax.

Nem preciso dizer que o clímax é o ápice de sua história, né? É também a parte mais rápida. E rapidez é justamente a palavra-chave aqui; qualquer que tenha sido a decisão crítica do seu protagonista, depois dela (aliás, desde o terceiro plot point, mas especialmente depois dela) a história deve está a todo vapor. Seus leitores devem estar devorando as próprias unhas de ansiedade, loucos para saber o que acontecerá quando seu protagonista enfrentar o antagonista.

Mas como se faz isso?

Claro que muito depende de conteúdo, e aí a bola está toda contigo: tente arranjar as melhores cenas possíveis e não se contente apenas com as que satisfazem a história. Procure as que a enriquecem, mas cuidado pra não exagerar: há uma grande diferença entre fazer algo empolgante e fazer algo completamente impossível de se acreditar, por exemplo.

Outra boa dica é usar cenas e capítulos mais curtos para acelerar o ritmo da história e manter os olhos dos leitores grudados nas páginas. Lembre-se que o terceiro ato é todo sobre tensão, sobre ritmo acelerado, etc. Isso não significa, claro, que ação precisa está acontecendo; o ritmo de algo poder ser insano mesmo com pouca ação, mesmo que isso seja sim mais difícil.

Esse ritmo mais rápido continua até o chamado “momento climático”, que é quando o protagonista e o antagonista finalmente se enfrentam, seja aos tapas ou na conversa mesmo. É o momento em que o maior conflito do livro é resolvido, e o protagonista (provavelmente) sai vencedor.

Resolução

Tecnicamente falando, sua história poderia acabar no clímax. Afinal de contas, o maior conflito da história foi resolvido, né? Mas seus leitores provavelmente arrancariam seu couro se você fizesse tal atrocidade – e é por isso que a resolução existe.

A resolução começa logo depois do clímax e vai até a última página do livro. Depois de toda a correria do terceiro ato e todo o auê do clímax, a resolução é um momento mais relaxado. Personagens conversam, refletem sobre o que aconteceu, mostram ao leitor como o que acabou de acontecer os mudou. A resolução serve basicamente para mostrar como a vida dos personagens vai ser agora, quase como em contraste com como ela era antes do livro acontecer de fato. É por isso que os leitores arrancariam seu couro se você encerrasse a história no clímax. Eles querem saber as consequências, querem ver como os personagens vão se virar agora.

E, é claro, se seus personagens foram bem construídos e desenvolvidos, os leitores vão simplesmente querer ficar mais um pouquinho com eles, né?

É na resolução, como o nome diz, que você também resolve as últimas coisas que precisam ser resolvidas – ou pode até mesmo apresentar novas coisas para serem resolvidas, se o livro for o primeiro de uma série. Mas mesmo se o seu livro for único, a resolução deve dar um senso de “continuação”, por assim dizer, ou seja, dar a ideia de que a vida dos personagens continua, mesmo que você não vá voltar a escrever sobre eles. É isso que deixará seus leitores satisfeitos.

E então… fim.


Com essa matéria mais curtinha, chegamos enfim ao final da série sobre estrutura. Espero que ela tenha ajudado vocês e lembrem-se que qualquer dúvida é só deixar um comentário.

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