Chimeriane

Seguir ou não seguir dicas de escrita?

É bem comum jovens escritores brasileiros passarem o início de sua jornada na escrita sem a menor noção de que técnicas de escrita existem e de que há um mundo gigante lá fora lotado de livros voltados para tal. Para uns, descobrir que existe tanta coisa sendo dita sobre escrever pode ser assustador. Para outros, como foi o meu caso, pode ser um alívio. Afinal, se tanta gente estudou e estuda escrita, há muita cosia para eu aprender e muita coisa que pode me ajudar, certo?

Hm… Mais ou menos.

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Novo serviço oferecido: brainstorming!

Como vocês sabem, eu ofereço serviços de leitura crítica há um tempinho, mas de uns tempos pra cá venho pensando em oferecer outro: o de ajuda na hora de planejar/construir sua história e/ou personagens (que eu to chamando de brainstorming pra ficar mais fácil mesmo).

Como funciona essa parada de brainstorming? Simples: digamos que você não sabe o que diabos fazer com a estrutura da sua história ou com um personagem (ou personagens) em específico deve ser construído. Você me mandaria um e-mail explicando um pouco sobre sua história/personagens e nós marcaríamos um dia para uma sessão de duas horas no skype onde eu serviria basicamente como guia/segundo cérebro para tentar desenrolar seu livro. Se ao final dessas duas horas você ainda estivesse com dúvidas/precisando de ajuda, marcaríamos uma segunda sessão pela metade do preço da primeira.

Eu usaria como base tudo de que falo aqui no blog: estrutura de três atos, arcos de personagem, etc, etc, etc. Obviamente, isso não seria para eu dar ideias para sua história (massss se eu tiver alguma ideia, claro que vou te falar, porque né), mas sim pra tentar formular uma espécie de plano de ação pra você e/ou ajudar na construção de algo na sua história. Acredito que esse serviço seja melhor para escritores arquitetos/plotters, mas né, pode ser que funcione para jardineiros/pantsers também.

Estou pensando no preço de R$50 reais, mas como esse é um serviço novo e ainda em ~fase de testes~, cobrarei apenas R$30 das primeiras duas pessoas que mostrarem interesse.

Então, se alguém estiver interessado só mandar um e-mail para ren_oliveira@outlook.com ^^

cenas #02 – elementos da cena-ação

Como comentei na primeira matéria dessa minissérie sobre estrutura de cenas, as cenas-ação – onde todos os acontecimentos importantes da sua história acontecem – possuem três elementos: objetivo, conflito e desastre. Antes de me aprofundar em cada um deles, porém, vou tirar logo uma pedra do meio do caminho: só porque eu chamo as cenas-ação de cenas-ação não quer dizer que a ação nelas tem que ser estilo SUPER ação, ou seja, correria, explosões, lutas, monstros saindo do armário, etc.

A ação de uma cena-ação pode simplesmente ser uma guria tentando chamar atenção do cara que ela gosta. Ou uma pessoa tendo uma conversa com outra. A ação aqui se caracteriza justamente pelos elementos da cena-ação, ou seja, a presença do objetivo, do conflito e do desastre. E esse objetivo não precisar ser salvar o mundo, assim como esse conflito não precisa ser uma briga entre titãs e o desastre não precisa ser o fim do universo. Simples, né?

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cena #01 – introdução

Faz um tempo que eu venho me debatendo para escrever as cenas do meu atual projeto, Queen of Hearts. Já fiz uma matéria (e uma ficha) sobre como estruturar cenas lá pro tumblr, e por um tempo elas me foram o suficiente, mas ao tentar escrever algumas para meu já mencionado projeto, eu me via incapaz de seguir a estrutura proposta por tanta gente. As coisas simplesmente não queriam acontecer daquele jeito e não havia santo nessa terra que mudasse isso. A internet havia, enfim, mentido para mim.

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o que assassin’s creed III fez de errado (e o que isso pode ensinar a escritores)

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Por motivos que hoje não me lembro bem, no final de 2016 eu voltei a jogar Assassin’s Creed. Eu tinha jogado o segundo há alguns anos atrás, mas nunca continuei a série, então desencavei uma conta antiga de jogos do meu irmão que tinha o primeiro, segundo e quarto jogos, comprei o terceiro e joguei todos em poucos dias. Me viciei tanto na série que decidi usá-la como recompensa para me motivar a escrever – fiz as contas e o segundo ato da minha história terá 18 capítulos, o terceiro terá 9 e o primeiro, que acabei esses dias, também teve 9 (ainda não to acreditando na proporção/simetria, obg @ deus). Como faltam exatamente quatro jogos, vou me recompensar com um a cada 9 capítulos.

Isso me fez pensar em um dos jogos da série, Assassin’s Creed III (que apesar do nome é na verdade o quarto da saga), que é basicamente um manual de como não se estruturar uma história. Enquanto os três primeiros foram relativamente bem escritos (apesar dos pesares, digamos), Assassin’s Creed III não tem nem rastro de estrutura, o que o deixa sem ritmo e bem confuso. Isso acontece por vários motivos.

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estrutura #09 – o clímax e a resolução

E o momento que todos esperavam chegou: o clímax.

Nem preciso dizer que o clímax é o ápice de sua história, né? É também a parte mais rápida. E rapidez é justamente a palavra-chave aqui; qualquer que tenha sido a decisão crítica do seu protagonista, depois dela (aliás, desde o terceiro plot point, mas especialmente depois dela) a história deve está a todo vapor. Seus leitores devem estar devorando as próprias unhas de ansiedade, loucos para saber o que acontecerá quando seu protagonista enfrentar o antagonista.

Mas como se faz isso?

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estrutura #08 – terceiro plot point e a decisão crítica

Chegamos no terceiro ato! Como mencionei na última matéria, o terceiro ato é o mais acelerado de todos. Não há muito tempo para respirar aqui; tudo acontece muito rápido, e é justamente por isso que todas as peças devem estar no lugar certo antes de ele começar.

E como ele começa? Com o terceiro plot point.

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