Seguir ou não seguir dicas de escrita?

É bem comum jovens escritores brasileiros passarem o início de sua jornada na escrita sem a menor noção de que técnicas de escrita existem e de que há um mundo gigante lá fora lotado de livros voltados para tal. Para uns, descobrir que existe tanta coisa sendo dita sobre escrever pode ser assustador. Para outros, como foi o meu caso, pode ser um alívio. Afinal, se tanta gente estudou e estuda escrita, há muita cosia para eu aprender e muita coisa que pode me ajudar, certo?

Hm… Mais ou menos.

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cenas #02 – elementos da cena-ação

Como comentei na primeira matéria dessa minissérie sobre estrutura de cenas, as cenas-ação – onde todos os acontecimentos importantes da sua história acontecem – possuem três elementos: objetivo, conflito e desastre. Antes de me aprofundar em cada um deles, porém, vou tirar logo uma pedra do meio do caminho: só porque eu chamo as cenas-ação de cenas-ação não quer dizer que a ação nelas tem que ser estilo SUPER ação, ou seja, correria, explosões, lutas, monstros saindo do armário, etc.

A ação de uma cena-ação pode simplesmente ser uma guria tentando chamar atenção do cara que ela gosta. Ou uma pessoa tendo uma conversa com outra. A ação aqui se caracteriza justamente pelos elementos da cena-ação, ou seja, a presença do objetivo, do conflito e do desastre. E esse objetivo não precisar ser salvar o mundo, assim como esse conflito não precisa ser uma briga entre titãs e o desastre não precisa ser o fim do universo. Simples, né?

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cena #01 – introdução

Faz um tempo que eu venho me debatendo para escrever as cenas do meu atual projeto, Queen of Hearts. Já fiz uma matéria (e uma ficha) sobre como estruturar cenas lá pro tumblr, e por um tempo elas me foram o suficiente, mas ao tentar escrever algumas para meu já mencionado projeto, eu me via incapaz de seguir a estrutura proposta por tanta gente. As coisas simplesmente não queriam acontecer daquele jeito e não havia santo nessa terra que mudasse isso. A internet havia, enfim, mentido para mim.

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estrutura #09 – o clímax e a resolução

E o momento que todos esperavam chegou: o clímax.

Nem preciso dizer que o clímax é o ápice de sua história, né? É também a parte mais rápida. E rapidez é justamente a palavra-chave aqui; qualquer que tenha sido a decisão crítica do seu protagonista, depois dela (aliás, desde o terceiro plot point, mas especialmente depois dela) a história deve está a todo vapor. Seus leitores devem estar devorando as próprias unhas de ansiedade, loucos para saber o que acontecerá quando seu protagonista enfrentar o antagonista.

Mas como se faz isso?

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estrutura #08 – terceiro plot point e a decisão crítica

Chegamos no terceiro ato! Como mencionei na última matéria, o terceiro ato é o mais acelerado de todos. Não há muito tempo para respirar aqui; tudo acontece muito rápido, e é justamente por isso que todas as peças devem estar no lugar certo antes de ele começar.

E como ele começa? Com o terceiro plot point.

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estrutura #07 – personagens agem

Como mencionei na última matéria, o midpoint é o segundo plot point e seu objetivo é mudar a história no mesmo estilo que o primeiro plot point o fez lá no primeiro ato. A principal consequência do midpoint acontece na segunda metade do segundo ato, que toma 25% da história, e ela pode ser resumida em: fazer os personagens agirem.

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estrutura #05 – personagens reagem

Continuando a série de matérias sobre estrutura, hoje falarei do segundo ato da história. O segundo ato é o maior de todos; enquanto o primeiro e o terceiro têm cerca de 25% da história cada, o segundo toma 50% do livro. Ou seja, o grosso da trama acontece aqui, no segundo ato.

Também conhecido como o temido meio.

*trombetas do apocalipse*

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estrutura #04 – o primeiro plot point

O primeiro plot point é quando a história começa de verdade. É aquele momento em que não tem volta. Não importa o que seu personagem faça agora, ele não tem como retornar para a vida que ele tinha antigamente – a única opção dele é seguir em frente e lidar com o que quer que você tenha arranjado pra ele.

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